O mistério do Crânio de Cristal

Lubaantun é o nome de uma cidade maia do sul do Belize, datada entre 700 e 900, cujas escavações o aventureiro britânico Frederick Albert Mitchell-Hedges visitou nos anos 20 do século passado. Sua filha adotiva, Anna Mitchell-Hedges, fez ali em 1 de janeiro de 1924 um descobrimento que ia mudar sua vida. Um objeto brilhante que cintilava entre as pedras da pirâmide e, no dia em que fazia 17 anos, haviam retirado rochas suficientes para alcançar o objeto. Era o "crânio de cristal".

O Crânio do Destino, como também é chamado, é de cristal de rocha puro e, segundo os cientistas, fazê-la deve ter levado 150 anos, geração depois de geração, trabalhando todos os dias de suas vidas, esfregando com areia um imenso bloco de cristal de rocha até que finalmente emergiu o crânio perfeito. Tem ao menos 3.600 anos e, de acordo com a lenda, o grande sacerdote dos maias a utilizava na celebração de ritos esotéricos.
Formada por dois blocos de quartzo (o crânio e a mandíbula), a jóia que mede 13,3 centímetros de altura e de comprimento, e pesa 5 quilogramas, parece uma realização impossível para os Maias desaparecidos.
Dizem que, quando invocava a morte com a ajuda da caveira, a morte sempre acudia. É considerada a encarnação de todo mal", escreveu Frederick em 1954 em Danger My Ally (Perigo, Meu Aliado), sua autobiografia.
Para os observadores científicos, o mistério essencial do crânio e de caráter logístico: como apareceu ele no templo maia de 1000 anos de idade onde foi encontrado?

Prismas ocultos na base e lentes polidas à mão inseridas nos olhos combinam-se para produzir uma luminescência ofuscante.
No entanto, os investigadores não descobriram quaisquer provas de que o crânio tivesse sido executado com utensílios modernos. De fato, a estrutura cristalina do crânio não foi respeitada quanto a criação do mesmo, o que elimina a hipótese de intervenção de qualquer lapidário moderno. Será o crânio uma prova de que a tecnologia maia estava consideravelmente mais avançada do que geralmente se supõe?


Mas, infelizmente, os fatos são um pouquinho diferentes das alegações de Mitchell e CIA.

1.
Mitchel-Hedges foi um pseudo-arqueólogo fascinado pelo mítico continente perdido de Atlântida. Aliás, era essa a missão da sua “expedição arqueológica” de Belize em 1927: encontrar Atlântida.



Mitchel-Hedges antes de subir no trem rumo a Belize em 1927

2.
Membros da expedição de Mitchel não confirmam que eles tenham achado crânio de cristal algum e também negam que sua filha Anna tenha participado da expedição.

3.
Os estudos científicos que segundo Mitchel demonstrariam que Skull of Doom tinha 3600 anos, era de origem maia e foi feita friccionando areia em um imenso bloco de cristal por 150 anos simplesmente não existem. Mitchel inventou tudo.

4.
O cético Joe Nickell provou através de documentos de época que Mitchel comprou a Skull of Doom de Sidney Burney em 1943.

5.
Os verdadeiros arqueólogos nunca consideraram os crânios de cristal como autênticos. Diversos estudos de especialistas apontaram sempre para a falsificação.

6.
O Museu Britânico realizou estudos que demonstram que muitos dos crânios de cristal foram fabricados na Alemanha no século 19 com técnicas modernas (máquinas de polir) e comercializados no México pelo falsário francês Eugene Boban.

Eugene Boban e sua tenda de objetos excêntricos em 1867.


No final das contas, a verdade por trás das caveiras deve ter ido para a cova com Boban. Ele conseguiu confundir muita gente por muito tempo e deixou um legado intrigante, que continua a nos estarrecer um século após sua morte. Boban seguramente vendeu a museus e colecionadores particulares algumas das mais intrigantes falsificações conhecidas, e talvez muitas outras ainda estejam para ser reconhecidas.

Será que algum dia vão encontra os verdadeiros Crânios de cristal ou de outros materiais que eram utilizados por diversas sivilizações ou continuara o mistério dos falsos crânios?

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