Xilomancia deriva do grego xulon (madeira) e manteia (profecia).
Xilomancia é portanto, no mundo do Oculto e das Artes Divinatórias, a arte de presságios em que se interpretam a forma, os desenhos, os padrões formados, a textura da madeira, sob a forma de pedaços, gravetos, ramos caidos, cascas de árvore caidas no solo, etc.

É tambem a posição dos troncos que ardem numa chaminé ou fogueira e a forma como ardem.
Se um tronco cai de repente, por exemplo, isso significa que haverá uma surpresa em breve.A xilomancia era praticada por druídas, algumas bruxas e feiticeiras e, nos dias de hoje tambem por alguns seguidores da religião neopagã Wicca .




Os videntes dos tempos bíblicos examinavam e interpretavam os desenhos formados sobre o solo por galhos, ramos, brotos e outros pedaços de árvore. No início, só se usavam galhos que tivessem caído de forma natural. Num método posterior, os adivinhos retiravam metade da casca dos galhos e os jogavam sobre a terra, formando um desenho aleatório. Os galhos que caíssem com a face descascada para cima seriam interpretados.




A árvore é um dos símbolos tradicionais mais essenciais, e seu culto tem sido parte importante e altamente influente na história da religião de quase todas as raças sobre a face da Terra. No culto às árvores de muitas culturas pagãs antigas, a maioria delas era tida como feminina, e a sua seiva, oferecida em cálices dourados aos deuses. Acreditava-se que todas as suas partes possuíam poderes místicos.

As árvores eram símbolo essencial da religião caldeia. Símbolos em forma de árvore foram encontrados nos templos antigos e em cilindros gravados, e há descrições de usos dos ramos tanto nas cerimónias religiosas como mágicas nos textos sagrados dos caldeus.




 Árvores sagradas estilizadas, cercadas de seguidores e decoradas com grinaldas aparecem em muitas esculturas indianas dos tempos antigos. (Outro estágio de estilização da árvore sagrada é sua decoração com máscara ou artigo de vestuário para simbolizar a deidade; e por fim, a escultura do seu tronco numa estátua.)



Vidências mais comuns:


Na Grécia, quando se honrava um deus ou uma deusa, eram colocadas grinaldas feitas dos galhos da sua árvore sagrada sobre a mesma, que era então adorada.

Mas cada espécie possui o seu significado, as suas virtudes e os seus poderes específicos. Eis alguns exemplos:

O teixo é um símbolo, ao mesmo tempo de morte e de imortalidade. Deve, portanto, ser tratado com respeito, sob pena de atrair a desgraça.



O salgueiro é uma árvore essencialmente romântica, tradicionalmente ligada aos males do coração. Basta usar um ramo para reconquistar um parceiro volúvel.
A sorveira assegura uma protecção eficaz contra os demónios e os feitiços.

O carvalho é uma árvore mágica por excelência. O conteúdo das bolotas é revelador; assim, uma aranha dentro de uma bolota anuncia a doença, ao passo que um verme é sinal de fortuna, e, uma mosca, de má notícia.

Um mirto que floresce no jardim é uma promessa de casamento para um dos habitantes da casa.
A aveleira tem poderes excepcionais. Basta formular um desejo com ramos de aveleira nos cabelos: será satisfeito.




Se uma criança que acaba de nascer for colocada debaixo de um ácer, terá uma existência próspera e uma notável longevidade.

A madeira de sabugueiro nunca deve ser queimada numa lareira: isso seria atrair a desgraça para a casa.
O loureiro atirado às chamas deve crepitar alegremente: anuncia então, a fortuna e o êxito. Se arder em silêncio torna-se presságio de insucesso e de aflição.

Uma macieira que floresce fora da estação anuncia uma recrudescência de casamento e de nascimentos na região.

Uma rapariga que deseje conhecer a identidade do futuro marido deve meter uma folha de freixo no sapato esquerdo. O primeiro homem que encontrar será o feliz eleito.

PROF. KIBER SITHERC

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