Hapi era uma divindade da mitologia egípcia que personificava as águas do rio Nilo durante a inundação anual a que o Antigo Egipto estava sujeito entre meados de Julho e Outubro.

Hapi não tinha templos a si dedicados, mas era associado à região da primeira catarata do Nilo (ilha de Biga, onde se dizia que residia) ou ao vértice do Delta do Nilo, perto da cidade do Cairo. Apesar disso, o deus era popular um pouco por todo o Egipto.

Era por vezes representado de forma duplicada no símbolo do sema-taui, onde surge a atar as duas plantas heráldicas do Alto Egipto e do Baixo Egipto, o lótus e o papiro (cyperus papirus).

Apenas o faraó Siptah mencionou o deus Hapi na sua titulatura: o seu nome de Hórus apresenta-o como "amado de Siptah".

Iconografia

Hapi era representado como um homem com ventre proeminente e com seios, que veste a cinta dos pescadores e barqueiros. Na sua cabeça tinha o lótus e o papiro ou segurava estas plantas nas suas mãos. A sua pele poderia ser pintada de azul ou verde, duas cores associadas entre os antigos Egípcios à fertilidade. Era também representado a derramar água de jarros ou a levar mesas e bandejas com alimentos.

Relações com outras divindades

Hapi era associado ao deus Osíris, outra divindade com características relacionadas com a fecundidade. Enquanto que Hapi personificava as águas do Nilo, Osíris era a força fertilizante destas águas. Teria sido também Hapi a alimentar no seu seio Osíris, ajudando desta forma na ressureição do deus.

A sua esposa era a deusa Sekhmet. Outros deuses relacionados com Hapi eram Ísis (cujas lágrimas eram vistas como a causa da inundação do Nilo) e Khnum (divindade ligada às cataratas do Nilo).

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