Mnemósine ou Mnemósina (do grego Mνημοσύνη, Mnemosyne, derivado do verbo mimnéskein, "fazer-se lembrar", "fazer pensar", "lembrar-se") era uma titânide, deusa da memória. Segundo Hesíodo, era filha de Urano e Gaia e, depois de unir-se a Zeus durante nove noites consecutivas, foi mãe das nove Musas. Os romanos a identificaram com Moneta, um dos aspectos de Juno.

Na Teogonia, os reis e poetas recebem sua autoridade de sua posse de Mnemósine e de sua relação especial com as Musas.

Era aquela que preserva do esquecimento. Seria a divindade da enumeração vivificadora frente aos perigos da infinitude, frente aos perigos do esquecimento que na cosmogonia grega aparece como um rio, o Lethe, um rio a cruzar a morada dos mortos (o de "letal" esquecimento), o Tártaro, e de onde "as almas bebiam sua água quando estavam prestes a reencarnarem-se, e por isso esqueciam sua existência anterior".

Aqueles que desejavam consultar o oráculo de Trofônio na Beócia deviam beber primeiro da fonte Lete (Esquecimento), para esquecer das coisas profanas e depois da fonte Mnemósine, para lembrar-se do oráculo.

Analogamente, segundo uma série de inscrições funerárias do século IV a.C. relacionadas à poesia órfica, existia no reino de Hades um rio ou lagoa chamada Mnemósine, contraparte do rio Lete. As sombras dos mortos bebiam do Lete para não se lembrar das vidas passadas quando se reencarnassem, mas os iniciados deveriam beber de Mnemósine quando morressem. Um arranjo semelhante é descrito no mito de Er, no final da República de Platão.

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