Ninhursag (da língua sumeriana "NIN" (Senhora) e "ḪURSAG" ou "ḪUR.SAG" (Montanha sagrada)), foi uma deusa ("dingir") Suméria. Com os atributos principais de uma deusa mãe, teve diversos nomes e atributos ao longo da história da Mesopotâmia, a saber:

* "Ki" - Terra
* "Ninmah" - Grande Rainha;
* "Nintu" - Senhora do nascimento;
* "Mama" ou "Mami" - Mãe;
* "Aruru" - Irmã de Enlil;
* "Dingirmah";
* "Aruru";
* "Uriash".



Outros nomes e atributos menores foram:


* "Ninzinak" - Senhora do embrião;
* "Nindim" - Senhora modeladora;
* "Nagarsagak" - Carpinteira de interiores;
* "Ninbahar";
* "Ninmag" - Senhora vulva;
* "Ninsigsig" - Senhora do silêncio;
* "Mudkesda";
* "Amadugbad" - Mãe que estende os joelhos;
* "Amaududa" - Mãe que dá à luz;
* "Sagzudingirenak" - Meio-esposa dos deuses;
* "Ninmenna" - Senhora do diadema.

Na mitologia Suméria, possivelmente nasceu da união de An (deus supremo, o céu) e de Nammu, embora às vezes também figure como filha de Kishar. Era irmã de Enlil e Enki, com quem mantinha um relacionamento incestuoso.

Nos primeiros dias da criação ela foi separada do céu (An) por Enlil. Com o nome de "Antu" surge como progenitora da maioria dos deuses, dos Anunaki, os Igigi e os Utukku.

Como esposa de Enki era geralmente chamada de "Damgalnuna" ou "Damkina".

Em alguns hinos é identificada como "verdadeira e grande senhora dos céus" e que os reis de Sumer "foram nutridos pelo leite de Ninhursag".

A lenda narra que ela criou as colinas e as montanhas e que o seu nome foi mudado pelo seu filho Ninurta, de "Ninmah" para "Ninursag", para comemorar esse feito.

Como "Nintu" foi sentada, por Enki, na parte mais importante da mesa no dia do banquete pela celebração da nova morada.

Como "Ninmah", auxiliou Enki na criação da raça humana. Ela, juntamente com Nammu, modelaram o homem em argila.


Na Acádia tornou-se conhecida como "Belet-Ili" (Senhora dos deuses), ou "Mamma" (Parteira dos deuses), figurando com papel de destaque no Atrahasis, poema épico sobre a criação e o dilúvio universal. Como esposa de Ea, para os acádios contemporâneos de Enki, era conhecida como Damkina. O seu prestígio diminuiu à medida em que aumentou o de Ishtar, mas o seu aspecto como Damkina, mãe de Marduk, o deus supremo da Babilónia, assegurou-lhe lugar no panteão.

Foi também era venerada pelos antigos egípcios com o nome de Hator. Era representada pelo simbolo omega (Ω) que aparece gravado no topo de pedras desde 3000 BC.


O mito de Enki e Ninhursag

Este mito é relatado nas tabuletas de argila que datam da época de Ur III e da paleo-Babilónia, na antiga Mesopotâmia. A lenda refere como Enki abençoou a terra paradisíaca de Dilmun, a pedido de Ninsikil, fazendo com que brotasse àgua do subsolo, e que navios de Tukric e de outras partes levaram ouro e pedras preciosas à mítica cidade de Dilmun. O texto prossegue narrando as relações incestuosas de Enki, Ninhursag e suas filhas, Ninsar, Ninkurra e Uttu. Após Enki ter mantido relações sexuais com suas filhas, Ninhursag vinga-se dele causando-lhe oito doenças. Mais tarde, Enlil, com a ajuda de uma raposa, trai Ninhursag que havia jurado não vê-lo jamais com bons olhos, até ao dia da morte de Enki. Finalmente, concorda em desfazer a maldição e cria oito divindades para curar cada uma das oito enfermidades que causara.

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