Na mitologia grega, Oceano (grego Οκεανος, "okeanos","oceanus"), era o imenso rio que rodearia a Terra, personificado pelo titã de mesmo nome, filho de Urano e Gaia que tinha um corpo formado por um torso de um homem, com garras de caranguejo tal qual chifres na cabeça e grande barba, terminando com a cauda de uma serpente.

Alguns estudiosos consideram que Oceano representava originalmente todas as massas de água salgada, incluindo o Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, as duas maiores massas conhecidas pelos antigos gregos. Contudo, com a evolução dos conhecimentos geográficos, Oceano passou a representar apenas as águas desconhecidas do Atlântico (também chamado de "Mar Oceano"), enquanto Posídon reinava no Mediterrâneo.

Da união com sua irmã Tétis, foram originadas as ninfas dos mares ou Oceânidas, dentre as quais Anfitrite, mãe de Tritão, as Nereidas, os rios, além de todos os seres marinhos, que tomavam parte ativa nas aventuras dos deuses, como os golfinhos.

Na maioria das variantes do mito da guerra entre os Titãs e os Deuses Olímpicos, ou Titanomaquia, Oceano, tal como Prometeu e Têmis, não se juntaram aos seus irmãos titãs contra os Olímpicos, tendo se mantido afastados do conflito. Oceano também teria recusado aliar com Cronos na sua revolta contra seu pai Urano.


Oceano e Tétis, mosaico em Zeugma ou Selêucia, século I ou II d.C.


Oceano (do grego Ὠκεανός, Okeanós) era um dos titãs, filho de Urano e Gaia, personificação de um imaginário rio de água doce que rodearia o mundo habitado. Ésquilo em Prometeu Acorrentado, 138-140, refere-se a Oceano, cujo curso, sem jamais dormir, gira ao redor da Terra imensa. Unido à sua irmã Tétis (titânida), que aparentemente distribuía suas águas por meio de cavernas subterrâneas aos filhos do casal que, segundo a Teogonia de Hesíodo, incluíam três mil deuses-rios e de igual número de oceânidas.

Oceano também foi visto como o deus que regulava o nascer e o pôr dos astros que, segundo se supunha, emergiam e submergiam em seu reino aquoso nos confins da terra.

Nas margens do Oceano e em suas ilhas, encontravam-se muitos lugares míticos, inclusive o Reino de Hades. Tal conceito torna compreensível geografia das gestas de Héracles e de Odisseu, que se deslocam de um ponto cardeal a outro pelo Oceano, bem como a localização dos Jardins das Hespérides, das Górgonas, de Ogígia e dos Hiperbóreos.

Oceano pode ter sido identificado com Ofião, titã que nos mitos órficos governou os céus antes de ser derrotado e atirado por Cronos ao rio que circunda o mundo.

A partir da época helenística, quando mudaram as concepções cosmológicas dos gregos, Oceano passou a ser identificado com os grandes corpos de água salgada que vieram a ser conhecidos pelos gregos, o Atlântico (também conhecido como "Mar Oceano") e o Índico , enquanto Posídon passou a ser considerado como o deus do Mar Mediterrâneo. Oceano passou a ser representado com atributos marinhos, Tétis se tornou representação da fecundidade do mar e as oceânidas, ninfas do mar aberto.


Etimologia


O mundo na concepção de Homero, circundado pelo Rio Oceano

Segundo Carnoy, a variante dialetal Ôgênos sugere que os pelasgos tomaram por empréstimo aos sumérios o termo Oginos, adaptando-o à sua língua. Desse modo se teria, na língua pré-grega dos pelasgos, um prefixo , seguido de um derivdo em *-ano, precedido de um radical *keu-, correspondente ao indoeuropeu *geu, "rodear", "circular", "contornar", donde "Oceano seria o rio-serpente que circula o globo terrestre", representando seu homônimo oriental sumério.

Iconografia


Um vaso de 580 a.C. o mostra Oceano no casamento de Peleu e Tétis (nereida) com uma cauda de serpente, levando um peixe numa mão e uma serpente na outra, para representar abundância e profecia. Outras vezes, era representado como os outros deuses-rios, ou seja, era representado da cintura para cima como um homem musculoso com chifres e barba longa e da cintura para baixo como uma serpente.

Nos mosaicos helenísticos e romanos, Oceano recebeu atributos mais marcadamente marinhos. No lugar dos chifres, tinha frequentemente garras de caranguejo e também podia carregar um remo e embalar um navio.


Mitos


* Segundo a mitologia, Oceano recusou-se a ficar ao lado de Cronos em sua revolta contra o pai Urano. Na maioria das variantes da guerra entre os Titãs e os Olímpicos, a Titanomaquia, Oceano, assim como Prometeu e Têmis, também não toma partido e permanece à margem do conflito.

* Na Ilíada, o escudo de Aquiles, forjado por Hefesto, é cercado, como o próprio mundo que representa, pelo Oceano: Na orla esculpiu do enorme rijo escudo / A ingente força do Oceano rio. Hera, ao pedir licença a Zeus para ausentar-se, alega que vai visitar Oceano para reconciliá-lo com Tétis:

Concede-me os desejos com que dornas
Humanos e imortais: aos fins do globo
Visitar o Oceano pai dos deuses
E a Tetis madre vou, que em seus palácios,
Tomada a Reia, me criaram, quando
Exul a terra e ao mar ínsemeável
A Saturno arrojou previsto Jove:
Congraçá-los pretendo; há largo tempo
Do amor se abstém, de cólera assaltados.
Se os reduzo no leito a se afagarem,
Ser-lhes-ei cara sempre e veneranda.


* Em sua viagem às Hespérides, Héracles forçou Hélios a emprestar-lhe sua tigela dourada para cruzar o Oceano. Quando este começou a sacudir a tigela, Héracles o ameaçou e acalmou suas águas. A jornada de Héracles na tigela do sol sobre Oceano é um tema frequente nas pinturas de vasos áticos.

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