A fera de Chaves foi um suposto monstro que devorou gado e atemorizou a população das cercanias da atual cidade de Chaves, em Trás-os-Montes, Portugal, por volta de 1760.

O caso foi narrado em Relação verdadeira da espantosa fera que há tempos a esta parte tem aparecido em as vizinhanças de Chaves, publicado em Lisboa, 1760 e reunido com outros casos do gênero em da Horta da literatura de cordel; O continente submerso, o grande teatro do mundo, os subreviventes do dilúvio, monstros nacionais, monstros estrangeiros, de Mário Cesariny ( Lisboa, Assírio & Alvim, 2004). A figura mostrada no texto original é a de uma mantícora. Trechos do relato:

"(...)tem causado em toda a Província danos inconsideráveis como são o ter feito vítimas da sua ferocidade a quantos arrasta aos seus encontros e forma

(...) arbitra-se o número de mortes a mais de cem, e todas elas lamentáveis por serem as mais do sexo feminino...


(...) De forma que se dispõe contra este bicho uma campanha, aonde vão Soldados de pé e de Cavalo com toda a comodidade para se bloquear o monte, ou terra ou habitação, e ali se demorarem até, ou que se encontre, ou que a necessidade de sair ao campo o obrigue. O Céu o permita que possa efectuar-se esta diligência, dizem que o General Veiga comete esta empresa a seu filho Francisco António que com sessenta Cavalos e duzentos Infantes se vem ajudar com a mais gente.

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